A resposta chega com o ano letivo já em curso e os novos preços em vigor, e não traz qualquer justificação

Tudo rejeitado. Foi esta a resposta da Direção da ISP (International Schools Partnership) à proposta que a APCIMM enviou a 26 de junho de 2026, em nome dos pais e encarregados de educação do Colégio Integrado Monte Maior, sobre a revisão do preçário para 2026/27. A resposta da Direção da ISP só foi dada a 14 de outubro, em reunião com a diretora interina do CIMM e a Head of Finance da ISP Iberia. Até lá passaram 3 meses e 20 dias, apesar de vários pedidos de resposta da APCIMM. Entretanto as aulas começaram e as famílias passaram a pagar os novos valores.

A proposta da APCIMM teve por base o forte aumento das propinas nos últimos três anos, entre 25% e 39%, sem a correspondente melhoria do serviço, das instalações e das infraestruturas. Esse aumento gerou um elevado índice de insatisfação entre as famílias.

Propostas APCIMM, todas rejeitadas pelo CIMM/ISP

Proposta 1 – APCIMM: Aumento máximo de 2,5% para 2026/27, alinhado com a inflação, para os alunos inscritos até 2025/26

O CIMM manteria a liberdade de aplicar o novo preçário às novas matrículas.

Porquê: Com a tabela de 2026/27, o aumento acumulado médio das propinas desde 2022/23 chega a cerca de 38%. Mais de metade das famílias está no Monte há mais de 6 anos (54%) e cerca de 16% das famílias estão há mais de 10 anos. Muitas organizaram a sua vida em função de um percurso escolar completo no Colégio, contando com uma evolução de preços razoável. A proposta protegia estas famílias sem impedir o Colégio de atualizar os preços para quem chega.

Resposta CIMM/ISP: REJEITADO sem justificação. Informaram ainda que estão previstos novos aumentos acima da inflação para 2027/28.

 

Proposta 2 – APCIMM: Alimentação paga pelo consumo real

  • O valor da alimentação dos alunos do 2.º e 3.º ciclos deve corresponder aos 8 meses de refeições efetivamente consumidas. Esse valor pode ser distribuído pelas 11 ou 12 mensalidades.
  • A alimentação pode ser integrada na propina, desde que se considerem só esses 8 meses. Nos casos previstos no regulamento do CIMM, deve haver redução ou isenção quando o aluno não usufrui do serviço.
  • As refeições fora do calendário letivo devem ser pagas ao dia ou à semana por quem as utiliza.

Porquê: Nos meses sem aulas, a esmagadora maioria das refeições não é confecionada nem consumida, e não faz sentido cobrá-las como se fossem. O serviço é prestado por uma entidade externa, o que exige ainda mais rigor entre o que se serve e o que se cobra. O princípio é simples e transparente: quem utiliza paga, quem não utiliza não paga.

Resposta CIMM/ISP: REJEITADO sem justificação. O princípio de utilizador-pagador não é aceite pelo CIMM/ISP. As refeições de períodos de férias, que não são consumidas nem confecionadas, continuarão a ser cobradas a todos os encarregados de educação por estarem integradas na mensalidade.

E ainda: desconto de irmãos encolhe

Este ponto não constava da proposta. Foi levantado devido aos vários pedidos de esclarecimento dos encarregados de educação.

A direção do CIMM informou que o CIMM/ISP vai separar alimentação e propina e aplicar o desconto de irmãos apenas à propina, para todos os alunos. O Regulamento do CIMM (ponto 18.) prevê, no entanto, o desconto sobre a mensalidade, que inclui propina e alimentação. Mais de um terço das famílias tem dois ou mais educandos no Colégio e vai pagar mais.

Conclusão

A APCIMM não está contra ajustes de preços. Está contra aumentos sucessivos sem justificação, sem proporcionalidade e sem correspondência no serviço prestado, em contraste com a propaganda e política de marketing apresentada pela ISP.

A resposta do CIMM/ISP revela inflexibilidade perante o esforço financeiro das famílias do Monte. Revela também desconsideração pela história do Colégio e pela APCIMM enquanto representante dos alunos, pais e encarregados de educação. Uma proposta apresentada a tempo de ser considerada antes do novo ano letivo ficou sem resposta, mesmo perante a insistência da APCIMM, até as decisões estarem consumadas.

Partilhamos esta informação com total transparência, para que cada família possa decidir em consciência o percurso escolar dos seus educandos, face à falta de transparência e de sensibilidade demonstrada pelo CIMM/ISP.

Com os melhores cumprimentos,

A APCIMM